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Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).

sábado, 25 de abril de 2009

VI. O TABERNÁCULO, O EVANGELHO EM SOMBRAS (Ex 25:1-9)

1. O Sumo Sacerdote (Lv 21; Hb 5:1-9):

a. Seu corpo: As leis que estabeleciam o sacerdócio eram extremamente rígidas. Não eram quaisquer descendentes de Arão que poderiam oficiar diante de YAHWEH, pois o próprio Deus estabelecera uma série de regras, as quais citamos a baixo:

a.1 Não poderia tocar em mortos, exceto o pai, mãe, filho, filha, irmão ou irmã virgem.

a.2 Não poderiam fazer calva a cabeça.

a.3 Não poderiam cortar as extremidades da barba.

a.4 Não poderiam ferir a sua carne.

a.5 Só deveriam casar com uma virgem.

a.6 Não poderiam ter alguma deformidade: cego, coxo, rosto mutilado desproporcionado, pé quebrado, mão quebrada, corcovado, anão, sarna, impinges, testículo quebrado.

b. Suas vestes sacerdotais (Ex 28)

b.1 Em seu vestuário o sumo sacerdote trazia com sigo as cores: branco, carmesim, púrpura e azul.

b.2 No peitoral leva 12 pedras, e cada uma delas representava cada uma tribo de Israel.

b.3 Nas ombreiras, o sacerdote possuía também 2 pedras de ônix, nas quais estavam escritas os nomes das doze tribos de Israel. Seis em cada uma delas.

c. Aplicação Teológica:

Diante destes elementos algumas conclusões podemos tirar, vejamos:

c.1 O sacerdócio era uma sombra da pessoa e ministério de Cristo (Cl 2:16,17; Hb 5:1-9).

c.2 A verdade da expiação limitada se faz presente no ofício sacerdotal, pois o Sumo-sacerdote representava diante de Deus tão somente aqueles que estavam incluídos nas doze pedras do seu peitoral e nas duas pedras de ônix em suas ombreiras. Ou seja, assim como o sumo sacerdote oficiava diante de Deus somente a favor do povo de Israel, assim também, Jesus, o sumo sacerdote da nova aliança, intercede tão somente pelos eleitos (Jo 17:9-20).

2. Os levitas (Nm 3)

Levi do Hebraico Lêwi ligado a raiz IÃWÂ significa “juntar”, ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA.

"Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi." (Gn 29:34)

2.1 Responsabilidades com o Tabernáculo

O papel dos levitas como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o tabernáculo alem de servirem como uma espécie de pára-choque para protegerem as demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se despercebidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus móveis (Números 1: 47-54).

2.2 O Levita e a Santificação

A santificação é o elemento chave para que um levita tenha o seu ministério bem sucedido e é também a maior responsabilidade de um servo de Deus. "Segui a paz com todos e a

santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14 RA). Nenhum Levita pode fazer a obra de Deus sem estar com sua vida em santidade:

"Os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os apresentou por oferta movida perante o SENHOR e fez expiação por eles, para purificá-los. Depois disso, chegaram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação, perante Arão e seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram." (Números 8:21-22 RA)

3. Ordem para a construção do tabernáculo (Ex 25:8,9)

a ordem divina concernente à construção do tabernáculo era que o mesmo deveria ser construído e feitos seus utensílios exatamente como Deus havia revelado a Moisés; isto porque, segundo o plano sábio do Senhor; o tabernáculo seria para os irmãos velha dispensação o meio didático pelo qual o próprio Deus os ensinaria sobre a vinda do messias, sua vida e morte, seu ministério, e, por fim, as bênçãos decorrentes do penoso trabalho de sua alma. Retirar ou acrescentar algo à revelação de Deus acarretaria uma real deturpação da pessoa do salvador.

4. Propósito da Construção (Ex 25:9 = Gn 3:8 = Jo 1:14 = Ap 21:3):

o propósito do tabernáculo é muito bem posto pelo próprio Deus, ou seja, “para que eu possa habitar no meio deles”. Esta assertiva apresenta-se não somente neste texto, mas sim, durante todo o transcurso histórico da revelação bíblica, o que certamente é testemunha inequívoca daquele anelo maior de Deus que foi, é, e sempre será, de habitar no meio do seu povo.

Kai o logoj sarx egeneto kai eskhnwsen em hmin (Jo 1:14)

E o Verbo carne se fez e habitou entre nós

Idou h skhnh tou çqeou meta twn antrwpwn, kai skhnwsei met’’~´ autwn (Ap 21:3)

Eis o tabernáculo de Deus com os homens e habitará com eles

5. Localização (Nm 2):

A orientação quanto a localização do tabernáculo foi dado por Deus por cinco motivos diferentes.

a. Ele deveria ficar no centro do acampamento do povo de Israel afim de que este pudesse a cada dia lembrar que o centro de sua vida deveria ser a vida espiritual.

b. Ele deveria ser no centro para ilustrar que todos os fatos históricos na vida do povo convergiriam para a vinda do messias representado no tabernáculo.

c. Deveria ser no centro para lembra-los da constante presença de Deus na direção do destino do seu povo.

d. A porta do átrio deveria estar direcionada para o leste, ou seja, para o oriente (Nm 3:38)

d.1 Foi exatamente desta banda que os magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus (Mt 2:2),

d.2 Em Apocalipse, Jesus é chamada de a radiante estrela da manhã (Ap 22:16).

d.3 Para a banda do oriente pois era exatamente nesta localização em a tribo de Judá se acampava (Nm 2:1-3), o que nos lembra as várias profecias concernentes a origem do Messias como vindo desta tribo (Gn 49:8-11).

d.4 Este era a “entrada” do Éden Gn 3:24)


6. Estrutura do Tabernáculo (Ex 38:9-20):

6.1 Átrio (Ex 27:9-19; 38:4-20):


a. Era cercado por cortinas de linho fino retorcido, seguras em colunas, cujos ganchos e vergas eram de prata e cujas as bases eram de bronze.

b. Possuía uma só porta (Ex 38:13,14), o que nos lembra as palavras de cristo “eu sou a porta” (Jo 10:9,10), e certamente nos assevera que só existe um caminho de salvação (Jo 14:6).

b.1 Esta porta possuía quatro colunas (Ex 38:19). O número quatro é símbolo da terra pois nos lembra dos quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste); nisto os irmãos do V.T. eram doutrinados sobre a universalidade da graça que era oferecida a todas às nações, bem como a universalidade do único meio de salvação que Deus propôs ao homem.

b.2 Nesta única porta de quatro colunas havia um reposteiro de estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido. Disto concluímos que este único salvador oferecido à todas nações não poderia ser qualquer pessoa, antes, sim, deveria agregar em seu ser determinadas características e virtudes imprescindíveis para efetuar com poder a salvação. E estas características eram:

* Azul: tinha que ter origem celestial

* Púrpura: ser grande em poder

* Linho fino retorcido: sem nenhum pecado.

* Carmesim: disposta a morrer pelos seus em uma morte expiatória e vicária.

c. No átrio, entre a sua porta e a tenda da congregação, ficavam o Altar do Holocausto e a Bacia de Bronze.

c.1 Altar do Holocausto (Ex 27): feito de madeira de acácia revestida de ouro, simbolizando a humanidade de Cristo revestida do esplendor da glória de Deus; em seus quatro cantos haviam quatro chifres, que simbolizavam o poder da morte vicária de Cristo para salvar a quem ele queira dos quatro cantos da terra.



c.2 Bacia de Bronze (Ex 30:17-21): feita de bronze, na qual se colocava água para purificações. O bronze é símbolo de juízo e a água, símbolo de purificação. Arão e seus filhos deveriam ser purificados antes de entrarem na tenda da congregação ou antes de ministrarem no altar para acender a oferta queimada. Disto retiramos a verdade que o nosso mediador deveria ser perfeito e santo, pois somente assim ele seria aceito diante de Deus e intercederia com eficácia a nosso respeito (). [Jo 13:1-11]





6.2 A Tenda da Congregação (Ex 25 e 26)

a. A cobertura: o Tabernáculo, ou Tenda da Congregação, era coberto por peles de animais que em suas texturas e cores (Ex 26:1-14) traziam ao povo de Israel conhecimento sobre a vida e o ministério do Messias, vejamos:

a.1 Pelos de cabras (Ex 25:4)

a.2 Peles de carneiro tintas de vermelho (Ex 25:5).

a.3 Peles finas (Ex 25:15)

b. As divisões da Tenda da Congregação (Ex 26:31-33; Hb 9:3): a tenda da congregação estava dividida em “santo lugar” e “Santo dos santos”, por meio de uma cortina (Hb 10:20; Mt 27:51; Mc 15:38; Lc 23:45; Hb 6:19). Esta cortina era feita de estofo azul, púrpura, carmesin e linho fino retorcido, tendo querubins bordados (Ex 26:31). [Gn 3:23,24 // Ex 26:31]





c. Os Utensílios:

c.1 Mesa dos Pães da proposição (Ex 25:23-29). Na mesa eram postos 12 pães asmos (sem fermento). Um para cada tribo de Israel. [Jo 6:35-51; I Co 5:1-8]


c.2 O Candelabro (Ex 25:31-40): o candelabro possuía 7 lâmpadas e seu óleo era especialmente preparado. [Jo 8:12]


c.3 O Altar do Incenso (Ex 30:1-10; Hb 9:4): O incenso era continuamente queimado na presença de Deus. [Lc 1:9-11; Ap 5:8; Ap 8:3,4]


c.4 A Arca da Aliança (Êxodo 25:10-16): a arca da aliança era o mais sagrado de todos os utensílios no tabernáculo. Aqui os hebreus guardavam uma cópia dos dez mandamentos, que eram o resumo de toda a Aliança.


* O propiciatório (Ex 25:17-22; Hb 9:5): o propiciatório era o nome dado à tampa da arca da aliança. Nele o sangue era aspergido como o fim de se pedir o perdão de pecados. [Rm 3:25; Hb 2:17; I Jo 2:2; I Jo 4:10]


* O testemunho (Ex 25:16; Hb 9:4): A figura abaixo mostra a Arca aberta para que você possa ver o seu conteúdo, que eram estes:

1. As duas tábuas da Lei

2. A vara de Aarão que floresceu

3. O pote de ouro com maná “escondido”

7. A Lei Sobre as Coisas Puras e Impuras

7.1 Aquilo que era impuro

Em todo o Velho Testamento, um dos atributos marcantes de Deus é a sua santidade. E o meio didático de Deus ensinar ao povo este princípio espiritual foi a separação de um série de coisas que tornavam o israelita cerimonialmente impuro, vejamos os exemplos:

a. Tocar em um morto (Lv 5:2; Lv 21:1; Nm 19:13)

b. A menstruação (Lv 15:19)

c. A mulher após o parto (Lv 12:2)

d. A lepra (Lv 13:1,2)

e. Comer animais considerados imundos (Lv 11:26,27).

Estas questão certamente tinham apenas um valor cerimonial; apontavam tanto para a realidade da santidade de Deus, como convocava os israelitas à uma vida de contínua consagração e purificação aos olhos de Deus. Aprova disto é que a separação entre animais limpos e imundos vem após a queda de Adão. Antes disto, a palavra de Deus afirma que tudo “era muito bom”. Vejamos também At 10:15, At 11:9; I Co 10:25,26; Cl 2:16,17; Rm 14:6.

7.2 Atos de purificação

A lei mosaica era precisa em questões de purificação. Para cada forma de impureza cerimonial havia respectivamente um ritual de purificação oferecido ao povo comum e aos sacerdotes. Isto porque, a intenção de Deus através dessas leis não era de esmagar a consciência do povo com a idéia de pecado e impureza, mas, sim, mostrar que eles necessitavam de um purificar poderoso para todos os seus pecados. E o próprio Deus oferecia isto a eles através da lei mosaica. Vejamos:

a. Leproso (Lv 14)

b. A mulher após o parto (Lv 12)

c. Tocar num morto (Nm 19:11-22)

Entretanto, todos estes rituais não eram um fim em si mesmos. Desde o início da revelação bíblica, a promessa divina recaía sobre “o” descendente da mulher que viria para esmagar a cabeça da serpente (Gn 3:15). Todos os rituais de purificação apontavam para o mesmo purificador futuro, Jesus Cristo (Cl 2:16,17; Hb 10:1-10). Mas, enquanto ele não vinha, o próprio Deus Pai estabeleceu, pela Lei de Moisés, uma série de atos ritualísticos que apontavam para a sua obra vicária na cruz do calvário (Hb 9:11-14; I Pe 1:18-20).

VII. SACRIFÍCIOS E RITUAIS

Logo após Deus ter retirado o povo de Israel do Egito, Ele ordena a Moisés não só a construção do tabernáculo, mas também estabelece uma série leis e rituais que deveriam dirigir a vida espiritual do povo de Israel até a chaga do Messias prometido em Gn 3:15.

1. Holocausto

A palavra original é derivada de uma raiz que significa ‘ascender’, e aplicava-se à oferta que era inteiramente consumida pelo fogo e no seu fumo subia até Deus. Uma pormenorizada descrição dos holocaustos se pode ler nos primeiros capítulos do Levítico. Pertenciam à classe dos sacrifícios expiatórios, isto é, eram oferecidos como expiação daqueles pecados, que os oferentes tinham cometido - eram, também, sacrifícios de ação de graças - e, finalmente, constituíam atos de adoração. Os altares para holocaustos eram invariavelmente edificados com pedras inteiras, à exceção daquele que foi feito para acompanhar os israelitas na sua jornada pelo deserto, e que se achava coberto de chapas de cobre. Os holocaustos, bem como as ofertas de manjares, e as ofertas de paz, eram sacrifícios voluntários, sendo diferentes dos sacrifícios pelos pecados, pois estes eram obrigatórios - e tinham eles de ser apresentados de uma maneira uniforme e sistemática, como se acha estabelecido em Lv caps. 1 a 3. os três primeiros (holocaustos, ofertas de manjares, e as ofertas de paz) exprimem geralmente a idéia de homenagem, dedicação própria, e ação de graças - e os sacrifícios pelos pecados tinham a idéia de propiciação. os animais, que serviam para holocaustos, podiam ser reses do rebanho ou da manada, e aves - mas se eram novilhos ou carneiros, ou rolas, tinham de ser machos, sem defeito, e deviam ser inteiramente queimados, sendo o seu sangue derramado sobre o altar, e as suas peles dadas aos sacerdotes para vestuário. Havia holocaustos de manhã e de tarde - e eram especialmente oferecidos todos os sábados, também no primeiro dia de cada mês, nos sete dias dos pães asmos, e no dia da expiação. o animal era apresentado pelo oferente, que punha nele a sua mão, e depois o matava, fazendo o sacerdote o resto. Realizavam-se holocaustos nos atos de consagração dos sacerdotes, levitas, reis, e lugares - e na purificação de mulheres, dos nazireus, e dos leprosos (Êx 29.15 - Lv 12.6 - 14.19 - Nm 6 - 1 Rs 8.64). Antes de qualquer guerra também se efetuavam holocaustos, e em certas festividades, ao som das trombetas.

Lv 1

1 Chamou o SENHOR a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse:

2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo.

3 Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR.

4 E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.

5 Depois, imolará o novilho perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o aspergirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.

6 Então, ele esfolará o holocausto e o cortará em seus pedaços.

7 E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar e porão em ordem lenha sobre o fogo.

8 Também os filhos de Arão, os sacerdotes, colocarão em ordem os pedaços, a saber, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo sobre o altar.

9 Porém as entranhas e as pernas, o sacerdote as lavará com água; e queimará tudo isso sobre o altar; é holocausto, oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

10 Se a sua oferta for de gado miúdo, de carneiros ou de cabritos, para holocausto, trará macho sem defeito.

11 E o imolará ao lado do altar, para o lado norte, perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, aspergirão o seu sangue em redor sobre o altar.

12 Depois, ele o cortará em seus pedaços, como também a sua cabeça e o seu redenho; e o sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar;

13 porém as entranhas e as pernas serão lavadas com água; e o sacerdote oferecerá tudo isso e o queimará sobre o altar; é holocausto, oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

14 Se a sua oferta ao SENHOR for holocausto de aves, trará a sua oferta de rolas ou de pombinhos.

15 O sacerdote a trará ao altar, e, com a unha, lhe destroncará a cabeça, sem a separar do pescoço, e a queimará sobre o altar; o seu sangue, ele o fará correr na parede do altar;

16 tirará o papo com suas penas e o lançará junto ao altar, para o lado oriental, no lugar da cinza;

17 rasgá-la -á pelas asas, porém não a partirá; o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima da lenha que está no fogo; é holocausto, oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

Lv 6

8 Disse mais o SENHOR a Moisés:

9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar.

10 O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este.

11 Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.

12 O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.

2. Ofertas de Manjares

Minhah [v¨j±b¦n] (oferta-refeição, oferta de cereais ou de manjares). Esse vocábulo é usado de três maneiras diferentes no AT. Significa “presente, “tributo” (Jz 3:15; I Rs 4:21); em Levítico faz referência à oferta de cereais (Lv 2) e em outras instância faz referência a sacrifícios em geral (I Sm 26:19; 2:29).S. R. Driver definiu corretamente o minha como um sacrifício que não expressa, meramente a idéias neutra de presente, mas também que denota “um presente feito para obter ou reter e boa-vontade” (I Sm 3:10-14; 26:19).

De conformidade com Lv 2, devia constituir ou de farinha (2:1-3), ou de bolos cozidos (2:4-10) ou de cereal cru (2:14-16), juntamente oferecido com azeite e incenso puro. Outros ingredientes podiam ser o sal (Lv 2:13) e o vinho (Lv 23:13). Nenhuma dessas ofertas eram consumidas pelo ofertante. Pertenciam aos sacerdotes depois que uma porção memorial (L 2:2) houvesse sido queimada sobre o altar.

Lv 2

1 Quando alguma pessoa fizer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e, sobre ela, porá incenso.

2 Levá-la -á aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso e os queimará como porção memorial sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

3 O que ficar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; é coisa santíssima das ofertas queimadas ao SENHOR.

4 Quando trouxeres oferta de manjares, cozida no forno, será de bolos asmos de flor de farinha amassados com azeite e obreias asmas untadas com azeite.

5 Se a tua oferta for de manjares cozida na assadeira, será de flor de farinha sem fermento amassada com azeite.

6 Em pedaços a partirás e, sobre ela, deitarás azeite; é oferta de manjares.

7 Se a tua oferta for de manjares de frigideira, far-se -á de flor de farinha com azeite.

8 E a oferta de manjares, que daquilo se fará, trarás ao SENHOR; será apresentada ao sacerdote, o qual a levará ao altar.

9 Da oferta de manjares tomará o sacerdote a porção memorial e a queimará sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.

10 O que ficar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; é coisa santíssima das ofertas queimadas ao SENHOR.

11 ¶ Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento e de mel nenhum queimareis por oferta ao SENHOR.

12 Deles, trareis ao SENHOR por oferta das primícias; todavia, não se porão sobre o altar como aroma agradável.

13 Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal.

14 Se trouxeres ao SENHOR oferta de manjares das primícias, farás a oferta de manjares das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo, isto é, os grãos esmagados de espigas verdes.

15 Deitarás azeite sobre ela e, por cima, lhe porás incenso; é oferta de manjares.

16 Assim, o sacerdote queimará a porção memorial dos grãos de espigas esmagados e do azeite, com todo o incenso; é oferta queimada ao SENHOR.

Lv 6

14 Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR, diante do altar.

15 Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao SENHOR.

16 O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão.

17 Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa.

18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do SENHOR; tudo o que tocar nelas será santo.

3. Ofertas pelo Pecado

Lv 6

24 Disse mais o SENHOR a Moisés:

25 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no lugar onde se imola o holocausto, se imolará a oferta pelo pecado, perante o SENHOR; coisa santíssima é.

26 O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo, se comerá, no pátio da tenda da congregação.

27 Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se aspergir alguém do seu sangue sobre a sua veste, lavarás aquilo sobre que caiu, no lugar santo.

28 E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de bronze, esfregar-se -á e lavar-se -á na água.

29 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é.

30 Porém não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para fazer expiação no santuário; no fogo será queimada.

Lv 6

24 Disse mais o SENHOR a Moisés:

25 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no lugar onde se imola o holocausto, se imolará a oferta pelo pecado, perante o SENHOR; coisa santíssima é.

26 O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo, se comerá, no pátio da tenda da congregação.

27 Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se aspergir alguém do seu sangue sobre a sua veste, lavarás aquilo sobre que caiu, no lugar santo.

28 E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de bronze, esfregar-se -á e lavar-se -á na água.

29 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é.

30 Porém não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para fazer expiação no santuário; no fogo será queimada.

4. O Bode Emissário - Azazel

O termo ‘ªzazel (em nossa versão, ‘bode emissário’) ocorre quatro vezes e somente na descrição sobre o Dia da Expiação (Lv 16:8,10,26). Em todas as quatro ocorrências da palavra, ela é prefixada pela preposição para”. Há quatro interpretações possíveis.

a. As versões antigas (LXX, Símaco, Teodócio e Vulgata) entendem que a palavra indica o “bode que se vai”, considerando-a como derivada de duas palavras hebraicas: ‘ez, “bode”, e ‘azal, “virar-se”.

b. Mediante associação com o árabe ‘azala, “banir”, “tirar”, ela tem sido traduzida comopara remoção total”.

c. A interpretação rabínica em geral tem considerado que esta palavra designa o local aonde o bode era enviado, um deserto (Lv 26:22).

d. Uma possibilidade final é considerar o vocábulo como a designação de um ser pessoal de modo a contrapor-se à palavraSENHOR”. Nesse sentido Azazal poderia ser um espírito maligno (Enoque 8:1 10:4; II Cr 11:15; Is 34:14) ou até mesmo o próprio demônio, numa posição de antítese ao Senhor. Derivado de ‘azaz, ser forte e de ‘el, Deus”.

Alguns eruditos preferem esta última possibilidade, que no versículo 10 o nome ‘ªzazel aparece em paralelismo ao nome do Senhor, e pelo fato de ser citado num livro apócrifo (Enoque 6:6; 8:1 ) como um anjo caído.

Contudo, diante desta posição se faz necessária algumas objeções importantes:

a. Além do escrito apócrifo de Enoque não ser inspirado, e, portanto, não ser autoritativo para definir uma doutrina, é, também, fora de qualquer dúvida que aquele que escreveu tal obra literária valeu-se do que estava escrito em Levítico para compor a sua obra com os conceitos que melhor lhe pareciam.

b. Na própria Lei havia uma proibição clara sobre o sacrificar a demônios (Lv 17:7).

c. O sistema sacrificial do V.T. era cristocêntrico, ou seja, apontava para algum aspecto da pessoa ou abra que Cristo viria realizar a favor dos pecadores (Cl 2:16,17).

d. Outro fato importante era o ato do sacerdote impor as mãos sobre a cabeça do bode confessando todos os pecados dos filhos de Israel, e, assim, simbolicamente, os pecados do povo eram postos sobre o animal (Lv 16:21,22)

e. O Significado do ritual é que o pecado é removido da sociedade humana e levado para a região da morte (Mq 7:19). Deus provê ao povo arrependido um meio para lançar para longe os seus pecados (Sl 103:12).

f. Na teologia bíblica é Cristo que leva sobre si os nossos pecados (Is 53:4-6).

g. A presença de dois animais (um que morre, e outro que é solto no deserto) simplesmente apresenta diante de nós a fragilidade do sistema sacrificial do V.T. Os vários rituais demonstram que era impossível uma cerimônia retratar fiel e completamente tudo o que o Messias seria e faria. Pode-se ver um paralelo no bode expiatório no ritual de purificação de um leproso curado. Dois pássaros eram escolhidos. Um deve ser sacrificado, e tanto o ex-leproso como o pássaro vivo eram tocados com o seu sangue. Então, o pássaro vivo era solto. Este pássaro levava embora o mal, a lepra propriamente dita, para o campo aberto, e o leproso era declarado limpo (Lv 14:1-9).

VIII. ATOS DE CONSAGRAÇÃO

1. Circuncisão

c. Este ritual consistia no corte do prepúcio da criança do sexo masculino aos oito dias de nascimento (Gn 21:1-7).

d. A criança só poderia ser circuncidada se tivesse debaixo daquele pacto que Deus havia feito entre Deus e a descendência de Abraão; pacto este no qual YAHWEH prometia ser o Deus dos que exerceriam fé em seu nome, e Deus da descendência destes (Gn 17:9-14).

e. Os gentios adultos poderiam ser circuncidados, bastando-lhes para isto a conversão ao Deus de Israel. Nesta conversão e circuncisão, os gentios obtinham para si a graça de colocarem seus filhos sob o pacto da graça.

f. A circuncisão possuía, também, um caráter nacionalista, pois a circuncisão diferia aqueles que pertenciam ou não a nação judaica.

g. Embora a circuncisão tivesse de fato um aspecto nacional e político pois indicava quem pertencia ou não a nação de Israel, contudo não são poucos os textos do V.T. que a representam como tendo um aspecto mais profundo e espiritual (Dt 10:16;Cl 2:11), ou seja, uma purificação espiritual pela qual o povo judeu deveria passar afim de poderem estar em plena comunhão com Deus; e não somente isto, mas também esta circuncisão praticada no Velho testamento representava na mente dos escritores inspirados aquela purificação que o Messias viária trazer sobre o povo do pacto da graça. Diante disto, asseveramos que a circuncisão, de fato, em sombra, representava a graça da regeneração tão claramente exposta no Novo Testamento. É por isso, então, que encontramos as várias citações tanto no V.T.como no N.T. a respeito da circuncisão no coração (Dt 10:16, 30:6). Esta afirmação que a circuncisão simbolizava a regeneração decorre do fato que, assim como a água é um símbolo universal de purificação, a circuncisão também o é, pois é profilaxia contra doenças, e, simbolicamente é a retirada da carne = carnalidade = pecado. Vejamos a baixo o quadro ilustrativo sobre os aspectos relacionados à circuncisão.

TEXTOS

A CIRCUNCISÃO

Simbologia

O BATISMO CRISTÃO

Simbologia

TEXTOS

Gn 17:11

Aliança

Aliança

At 2:39

Gn 17:14

Nacionalidade terrena

Nacionalidade espiritual

I Pe 2:9

Rm 4:9-12

Realidades espirituais

Realidades espirituais

Mc 16:16

Gn 17:14

Pertencia ao povo de Deus

Pertencia ao povo de Deus

At 2:38-41

Rm 4:9-12

Mc 16:16

At 15:1-5

Conversão

Conversão

At 9:17,18

Dt 10:16 e Cl 2:11

Purificação

Purificação

At 2:37-38

As crianças podiam participar

As crianças podem participar

2. Unção

Conceito

Ungir era o ato de se derramar um precioso óleo sobre a cabeça de certas pessoas com o fim de separa-las para um ofício ou objetos, tirando-os do uso comum para o uso exclusivo do culto a Deus (Lv 8:1-12).

Material

O material usado para nesta cerimônia era um óleo especialmente feito para estas ocasiões importantes e que não poderia ter outra utilização, a não ser esta (Ex 30:22-33).

Símbolo

Este óleo representava a presença do Espírito Santo na vida do homem de Deus (Lc 4:16-18).

Quem recebia

Sacerdotes (Lv 8:1-12), reis (I Sm 16:11-13) e profetas (Is 61:1)

Implicações

A unção foi o ritual pelo qual o Salvador veio a ser identificado no V.T. uma vez que todos esperavam a vinda do x;yvime, ou seja, aquela pessoa cheia do poder do Espírito Santo, autoridade e poder, descendente de Davi (Sl 2:2 // At 13:32 // Hb 1:5; Dn 9:25, 26), para realizar cabalmente a vontade de YAHWEH sobre a vida de Israel.

Por isso, não foi sem propósito, que Mateus em seu Evangelho (Mt 1:16,21), escreveu:

Ihsouj o” legomenoj Cristo,j...

Jesus o chamado Cristo...

autoj gar swsei ton laon autou/

ele pois salvará o povo dele

De fato, todas as unções apontavam para aquela unção maior na qual, em uma só pessoa, se faria plena. Jesus, como profeta, sacerdote e rei, em seu batismo, recebeu realísticamente aquilo que a cerimônia da unção representava, ou seja, a plena presença do Espírito Santo na sua vida. Isto posto, então, entendemos que o nome de Jesus Cristo era tão somente Jesus, mas veio a ser designado como o”” Cristo,j [o Cristo], pois:

1. tanto os seus discípulos (Mt 16:16),

Su ei o Cristoj o uioj tou Qeou tou zwntoj

Tu eis o Cristo o filho do Deus vivo

2. como os samaritanos (Jo 4:29),

mhti ou-toj estin o Cristo,j

não este será o Cristo?

reconheceram que ele era o messias. E assim nós escrevemos paralelamente os termos “Cristo” e “Messias” para lembrarmos que estas duas palavras tem o mesmo significado, ou seja, “ungido”. Vejamos isto no texto de Jo 4:25.

legei autw h gunh Oida oti Messiaj ercetai o legomenos Cristo,j

Diz ele a mulher: Sei que Messias vem o chamado Cristo

x;yvime messiaj Cristo,j ungido

3. Nazireado (Nm 6)

Narizeu, em hebraico rh°z²b, derivado de r³z²b “separar”, “consagrar”, “abster-se”. Em Israel, nazireu era aquele que se separava dos outros ao consagrar-se a YAHWEH mediante um voto especial.

A origem da prática é pré-mosaica e obscura. Os semitas e outros povos primitivos freqüentemente deixavam seus cabelos compridos durante algum empreendimento que exigia o auxílio divino, e depois consagravam seus cabelos.

3.1 Proibições

O nazireu impunha sobre si mesmo certas observâncias que tinham como finalidade evidenciar diante da comunidade a sua completa consagração a Deus e abstinência das coisas consideradas comuns. Vejamos cada uma delas:

a O nazireu tinha que abster-se de vinho e bebidas intoxicantes, de vinagre e de passas, em fim, de tudo que tinha relação coma vide.

b. Não podia cortar o cabelo durante o período de sua consagração. Fato interessante é que apalavra ryzin é aplicada a uma vinha em Lv 25:5,11; vinha esta que devia ficar sem poda durante o ano sabático e deixada para crescer por si só.

c. Não podia aproximar-se de qualquer cadáver, nem mesmo de seus parentes mais chegados, proibição essa que também se aplicava no caso do sumo sacerdote.

3.2 Violação

Se esta última regra chegasse a ser violada, o nazireu tinha de submeter-se a ritos purificatórios. É notável, todavia, que as condições do voto do nazireado não excluía a realização de outros deveres domésticos e sociais.

3.3 Término

No fim do seu período de voto, o nazireu tinha de oferecer diversos sacrifícios prescritos,e em seguida cortar seus cabelos e queimá-los sobre o altar. Depois de certas ações rituais levadas a efeito pelo sacerdote, o nazireu ficava livre de seu voto.

IX. AS FESTAS

1. Sábado

O sábado era visto como dia de festa para culto e consagração a Deus, após uma semana de trabalho.

Êx 23

1 Disse o SENHOR a Moisés:

2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas.

3 Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas.

2. Páscoa - Pães Asmos

Esta festa foi estabelecida para lembrar i livramento do povo de Israel do Egito (Ex 10:12; 12:8,14). Era observada no décimo quarto dia do primeiro mês do ano. Durante sete dias eram comidos pães fermento e nenhum trabalho servil podia ser realizado. O primeiro e último dia da festa eram convocações santas e os sacrifícios eram oferecidos (Nm 28:16-25; Dt 16:1-8).

Êx 23

4 São estas as festas fixas do SENHOR, as santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado:

5 no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do SENHOR.

6 E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães Asmos do SENHOR; sete dias comereis pães asmos.

7 No primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis;

8 mas sete dias oferecereis oferta queimada ao SENHOR; ao sétimo dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

3. Primícias

Êx 23

9 Disse mais o SENHOR a Moisés:

10 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote;

11 este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos;

12 no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR.

13 A sua oferta de manjares serão duas dízimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, e a sua libação será de vinho, a quarta parte de um him.

14 Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas.

4. Festas das Semanas – Festa da Colheita - Pentecostes

A Festa das Semanas também é chamada de “Festa da Colheita” e “Dia das Primícias” (Ex 23:16; 34:22; Nm 28:26). Posteriormente tornou-se conhecida como “Festa de Pentecostes” visto que era celebrada cinqüenta dias depois do sábado que começada com a páscoa. Era assinalada com santa convocação e por oferta de sacrifícios.

Êx 23

15 Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.

16 Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao SENHOR.

17 Das vossas moradas trareis dois pães para serem movidos; de duas dízimas de um efa de farinha serão; levedados se cozerão; são primícias ao SENHOR.

18 Com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao SENHOR, com a sua oferta de manjares e as suas libações, por oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR.

19 Também oferecereis um bode, para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um ano, por oferta pacífica.

20 Então, o sacerdote os moverá, com o pão das primícias, por oferta movida perante o SENHOR, com os dois cordeiros; santos serão ao SENHOR, para o uso do sacerdote.

21 No mesmo dia, se proclamará que tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas moradas, pelas vossas gerações.

22 Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

23 Disse mais o SENHOR a Moisés:

24 Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação.

25 Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao SENHOR.

5. Tabernáculos

Durava sete dias sendo que o primeiro e último dia eram convocações santas. As frutas eram colhidas e o povo habitava em cabanas feitas de ramos e galhos de árvores (Lv 23:39-43; Nm 29:12-38)

Êx 23

33 Disse mais o SENHOR a Moisés:

34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias.

35 Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

36 Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.

37 São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio,

38 além dos sábados do SENHOR, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR.

39 Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do SENHOR, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene.

40 No primeiro dia, tomareis para vós outros frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus.

41 Celebrareis esta como festa ao SENHOR, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis.

42 Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas,

43 para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

44 Assim, declarou Moisés as festas fixas do SENHOR aos filhos de Israel.

6. Dia da expiação (Lv 23:26-31)

Era observado no décimo dia do sétimo mês, e era de “convocação santa”, duranet a qual as almas se afligiam e uma expiação anual era efetuada pelo pecado de todo o povo. Era realizada apenas uma vez por ano (Ex 30:10).

Êx 23

26 Disse mais o SENHOR a Moisés:

27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao SENHOR.

28 Nesse mesmo dia, nenhuma obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR, vosso Deus.

29 Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo.

30 Quem, nesse dia, fizer alguma obra, a esse eu destruirei do meio do seu povo.

31 Nenhuma obra fareis; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas moradas.

32 Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.

7. Purim

A Festa do Purim (nome que vem do termo babilônico pur, que significa sorte) descrita em Ester (capítulo 9), foi estabelecida por Mordecai no tempo de Assuero a fim de comemorar o notável livramento dos judeus das intrigas de Hamã, sendo dia de festividade e regozijo. Celebrada no 14° e 15° dias do 12° mês (Adar).

Et 9

1 No dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, quando chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus contavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, pois os judeus é que se assenhorearam dos que os odiavam;

2 porque os judeus, nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para dar cabo daqueles que lhes procuravam o mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o terror que inspiravam caiu sobre todos aqueles povos.

3 Todos os príncipes das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os oficiais do rei auxiliavam os judeus, porque tinha caído sobre eles o temor de Mordecai.

4 Porque Mordecai era grande na casa do rei, e a sua fama crescia por todas as províncias; pois ele se ia tornando mais e mais poderoso.

5 Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e destruição; e fizeram dos seus inimigos o que bem quiseram.

6 Na cidadela de Susã, os judeus mataram e destruíram a quinhentos homens,

7 como também a Parsandata, a Dalfom, a Aspata,

8 a Porata, a Adalia, a Aridata,

9 a Farmasta, a Arisai, a Aridai e a Vaizata,

10 que eram os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus; porém no despojo não tocaram.

11 No mesmo dia, foi comunicado ao rei o número dos mortos na cidadela de Susã.

12 Disse o rei à rainha Ester: Na cidadela de Susã, mataram e destruíram os judeus a quinhentos homens e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei, que terão eles feito? Qual é, pois, a tua petição? E se te dará. Ou que é que desejas ainda? E se cumprirá.

13 Então, disse Ester: Se bem parecer ao rei, conceda-se aos judeus que se acham em Susã que também façam, amanhã, segundo o edito de hoje e dependurem em forca os cadáveres dos dez filhos de Hamã.

14 Então, disse o rei que assim se fizesse; publicou-se o edito em Susã, e dependuraram os cadáveres dos dez filhos de Hamã.

15 Reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de adar, e mataram, em Susã, a trezentos homens; porém no despojo não tocaram.

16 Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram, e se dispuseram para defender a vida, e tiveram sossego dos seus inimigos; e mataram a setenta e cinco mil dos que os odiavam; porém no despojo não tocaram.

17 Sucedeu isto no dia treze do mês de adar; no dia catorze, descansaram e o fizeram dia de banquetes e de alegria.

18 Os judeus, porém, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze e o fizeram dia de banquetes e de alegria.

19 Também os judeus das vilas que habitavam nas aldeias abertas fizeram do dia catorze do mês de adar dia de alegria e de banquetes e dia de festa e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros.

20 ¶ Mordecai escreveu estas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto e aos de longe,

21 ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos,

22 como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres.

23 Assim, os judeus aceitaram como costume o que, naquele tempo, haviam feito pela primeira vez, segundo Mordecai lhes prescrevera;

24 porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus; e tinha lançado o Pur, isto é, sortes, para os assolar e destruir.

25 Mas, tendo Ester ido perante o rei, ordenou ele por cartas que o seu mau intento, que assentara contra os judeus, recaísse contra a própria cabeça dele, pelo que enforcaram a ele e a seus filhos.

26 Por isso, àqueles dias chamam Purim, do nome Pur. Daí, por causa de todas as palavras daquela carta, e do que testemunharam, e do que lhes havia sucedido,

27 determinaram os judeus e tomaram sobre si, sobre a sua descendência e sobre todos os que se chegassem a eles que não se deixaria de comemorar estes dois dias segundo o que se escrevera deles e segundo o seu tempo marcado, todos os anos;

28 e que estes dias seriam lembrados e comemorados geração após geração, por todas as famílias, em todas as províncias e em todas as cidades, e que estes dias de Purim jamais caducariam entre os judeus, e que a memória deles jamais se extinguiria entre os seus descendentes.

29 Então, a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mordecai escreveram, com toda a autoridade, segunda vez, para confirmar a carta de Purim.

30 Expediram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras amigáveis e sinceras,

31 para confirmar estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como o judeu Mordecai e a rainha Ester lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua descendência, acerca do jejum e do seu lamento.

32 E o mandado de Ester estabeleceu estas particularidades de Purim; e se escreveu no livro.

8. Festa da Dedicação

Era uma festa de origem extra-bíblica de celebração da recuperação e purificação do templo de Jerusalém por Judas Macabeu, em 164 a.C., a pós a sua profanação por Antíoco Epifânio. Também é chamada de Festa das Luzes. Veja em Jo 10:22, onde é chamada pelo nome grego, enkainia [egkainia ], ou seja, “dedicação”. Um festa com 8 dias de duração, celebrada no nono mês (Quisleu).

Festas Anuais de Israel (Lv 23:1-44)

Festa

Texto

Dia

Mês do Ano Sagrado

Mês

Sábado

Ex 20:8-11; Ex 31:12-17; Lv 23:3;

Dt 5:12-15

Celebrado durante todo o ano, no sétimo dia da semana

Páscoa

Ex 12:1-14; Lv 23:5; Nm 9:1-14;

Nm 28:16; Dt 16:1-7

14

1 - Abibe

Março-Abril

Pães Asmos

Ex 12:15-20; Ex 13:3-10; Lv 23:6-8; Nm 28:17-25; Dt 16:3,4,8

15 - 21

1 - Abibe

Março-Abril

Primícias

Lv 23:9-14; Nm 28:26

16

06

1 – Abibe

3 – Sivã

Março-Abril

Maio - Junho

Semanas

Colheita ou Pentecoste

Ex 23:16; Ex 34:22; Lv 23:15-21;

Nm 28:26-31; Dt 16:9-12

06 (50 dias após a colheita da cevada)

3 – Sivã

Maio - Junho

Trombetas

Rosh Hashanah

Lv 23:23-25; Nm 29:1-6

1

7 - Tisri

Setembro - Outubro

Dia da Expiação

Yom Kippur

Lv 16; Lv 23:26-32; Nm 29:7-11

10

7 - Tisri

Setembro - Outubro

Tabernáculos

Cabanas ou Colheita

Ex 23:16; Ex 34:22; Lv 23:33-36,39-43; Nm 29:12-38; Dt 16:13-15

15 - 22

7 - Tisri

Setembro - Outubro

Outras Épocas Sagradas de Israel

Ano Sabático

Ex 23:10,11; Lv 25:1-7

Cada sétimo ano era designado como “ano de descanso”. A terra não deveria ser cultivada.

Ano do Jubileu

Lv 25:8-55; Lv 27:17-24; Ez 46:17

O 50° ano, que vinha após sete anos sabáticos, era para proclamar liberdade àqueles que tinham tornado-se escravos por causa de dívida e para devolver as terras aos seus antigos donos.

Lua Nova

Nm 28:11-15; Sl 81:3

O primeiro dia do mês hebreu, que tinha entre 20 e 30 dias, era um dia de descanso, sacrifícios especiais e toques de trombetas.